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Fortaleza-ce, 18/10/2008
COMPLICAÇÃO
Ceará confirma mais 4 mortes por dengue

Mutirão: em Messejana, equipes vão orientar moradores a vedarem as caixas-d’água (Foto: José Leomar - 26/04/2008)
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As mortes ocorreram em Fortaleza, Aracati e Miraíma. Na Capital, será realizado, hoje, mutirão para prevenir doença
Apesar da continuada tendência de queda no número de casos de dengue nos últimos meses deste ano, o Ceará registrou quatro novos óbitos em conseqüência da febre por complicação. Foram duas mortes em Fortaleza, uma em Aracati e uma em Miraíma. Com isso, sobe para 12 o número de mortes por complicações da doença em 2008.
Na semana epidemiológica de 12 a 18 de outubro, foram notificados 24 casos novos da doença no Estado, sendo que apenas três foram confirmados no mês de setembro. Todos ocorreram no Interior. O mês de outubro mantém-se com apenas um caso confirmado. Os dados são do boletim semanal da dengue, divulgado, ontem à tarde, pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
No total, seis ocorrências de dengue por complicação foram confirmadas esta semana, além de notificados três casos suspeitos da forma hemorrágica da doença, com dois casos ocorridos na Capital e um no Interior. O número de óbitos por dengue hemorrágica permanece em 15. No total, são 27 óbitos confirmados no Estado.
Com isso, o Ceará alcança o total de 41.172 casos confirmados laboratorialmente em 167 municípios. Permanecem sob investigação outras 18 ocorrências suspeitas da doença, com 16 óbitos. Atualmente, Fortaleza concentra 74,36% dos casos confirmados de dengue no Estado, com um total de 30.622 ocorrências. Os bairros com maior número de incidência de dengue são Messejana (1.870 casos), Barra do Ceará (1.015), Jangurussu (881), Jardim das Oliveiras (758) e Mondubim (748). A faixa etária compreendida entre 10 e 19 anos é a mais afetada pela doença.
Mutirão
Hoje, na Capital, o dia será dedicado a combater os focos do mosquito Aedes aegypti e conscientizar a população sobre a importância de prevenção, a fim de diminuir o número de ocorrências da doença e o risco de novas mortes. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com as Secretarias Executivas Regionais (SERs) I, II, III, V e VI, vai realizar um mutirão popular de controle da dengue. Comunidades de dez bairros serão alvo de abordagens educativas, palestras e visitas domiciliares com o objetivo de multiplicar as ações de combate ao vetor da doença.
Em Messejana, bairro que registra a maior incidência de dengue na Capital, equipes vão realizar visitas domiciliares em todas as ruas próximas ao Liceu. Os moradores serão orientados e fazer a vedação das caixas-d’água para interromper a reprodução do Aedes aegypti. No Jangurussu, que ficou em terceiro no número de casos da doença, também haverá acompanhamento de vedação de caixas-d’água.
Ações com abordagem educativa e distribuição de panfletos para a população ocorrem nas avenidas Leste Oeste e Bezerra de Menezes, além da Estação Rodoviária João Felipe (Centro) e do Centro Educacional Madre Paulina (Rua Antônio Monteiro, 1644).
No Bairro Bom Sucesso, o Colégio Francisca Fernandes Magalhães (Rua Vital Brasil, 1120) recebe uma feira com exposição do ciclo evolutivo do mosquito transmissor. Já no Mondubim, será promovida uma palestra no Projeto ABC (Rua Nossa Senhora da Conceição, 510). Também será realizada uma exposição educativa no Centro de Saúde da Família Maciel de Brito (Av. A, s/n, Conjunto Ceará).
No Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), localizada na Av. Alberto Craveiro, 222 (Castelão), serão montadas exposições educativas e dadas orientações às pessoas que vão participar das atividades do Dia da Cidadania.
SAÚDE
Luta para reconhecer especialização em emergência
Todo mundo sabe que, quanto mais especializado for um médico, melhores serão as condições dele prestar um bom atendimento. Nas urgências e emergências dos hospitais, que costumam receber os casos mais críticos, a agilidade e a precisão no atendimento são cruciais para evitar o risco de morte do paciente.
O problema é que, no Brasil, ainda não existe formação específica para médicos emergencistas. Com isso, a função é exercida por profissionais capacitados em outras especialidades médicas, sem o preparo necessário para atender os diversos e difíceis tipos de ocorrências recebidos ali.
‘‘Se você chega na emergência de um hospital com uma dor no peito, pode ser que você seja atendido por um oftalmologista ou vice-versa’’, alerta o vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), Frederico Arnaud.
A entidade está lutando para fazer com que a Medicina de Emergência seja reconhecida como uma especialização médica no Brasil. No próximo dia 23, a Comissão Mista de Especialidades vai se reunir em Brasília para avaliar a questão. ‘‘Estamos com boas perspectivas’’, salienta Frederico Arnaud. Atualmente, apenas Porto Alegre e Fortaleza possuem residências médicas na área de emergência.
KAROLINE VIANA
Especial para Cidade
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Temporão: só mobilização pode virar jogo contra dengue - 20/10/2008
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Ministro lança campanha nacional contra a doença e convoca população para ações já no período que antecede as chuvas
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão afirmou, nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), que “virar o jogo” contra a dengue depende da união de forças dos governos federal, estadual e municipal e da mobilização da sociedade. “Não há uma solução mágica. Nós temos que enfrentar a realidade”, disse durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue, no Rio de Janeiro.
“A mobilização coletiva é um fator determinante na virada do jogo contra a dengue”, afirmou Temporão. Para ele, a população está bem informada sobre a doença e as principais ações de combate ao mosquito transmissor. No entanto, esse conhecimento tem que ser revertido em ações, com ampla mobilização.
O ministro destacou medidas para cada cidadão como a verificação diária nos possíveis pontos de infestação dentro das casas, conversa com os vizinhos, reunião lideranças comunitárias do bairro, mutirões de limpeza e detecção de áreas potenciais de foco, com o acionamento do poder público, quando necessário.
Segundo Temporão, o momento atual, de troca dos prefeitos merece atenção. A descontinuidade dos trabalhos de prevenção à dengue, como demissão de funcionários ou fim das ações de formação profissional, podem comprometer o esforço nacional, principalmente nas áreas de risco.
“Nós não podemos correr nenhum risco por conta da mudança do gestor. Por isso, estou convocando todas as equipes de transição para incluírem o tema dengue, dentro do conjunto de prioridades das ações de saúde”, ressaltou.
Na edição deste ano, o tema das peças publicitárias é “Brasil unido contra a dengue”. A campanha será dividida em três momentos de alerta. O primeiro ressalta a importância da limpeza antes do período das chuvas. O segundo, para a mobilização e combate aos focos do mosquito transmissor, nos meses de maior risco da doença. E o terceiro trata dos sintomas e o que a população deve fazer quando surgirem.
Conheça o hotsite da campanha e confira mais detalhes.
Foram investidos R$ 40,3 milhões, dos quais R$ 4,2 milhões para produção e R$ 36,1 milhões para a veiculação da campanha que começa hoje e segue até dezembro.
“Todo esse trabalho, todo esse esforço é para que nós não tenhamos uma repetição do que aconteceu no RJ neste ano. A meta é a redução do número de casos e óbitos. E vamos trabalhar duramente para isso”, afirmou.
INVESTIMENTOS - No mês de outubro, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões a mais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios. Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investira neste ano R$ 1,08 bilhão, um aumento de 23%, em relação a 2007. Esse é o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade.
Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira, turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes.
AÇÕES - O Ministério da Saúde está desenvolvendo uma série de ações para o combate à epidemia neste ano. Confira alguns destaques:
• Distribuição para Estados de 270 nebulizadores costais motorizados, 200 veículos Kombi, 100 motocicletas, 40 veículos pick-up e 30 pulverizadores costais motorizados.
• Acordo com as Forças Armadas para atuar como agentes de combate ao mosquito e também para atuar de forma complementar no atendimento aos pacientes nas áreas de risco.
• Ações com Ministério da Educação para levar informação e mobilização a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, para alunos da educação básica.
• Portaria interministerial envolve outros 9 órgãos do governo federal, no desenvolvimento de ações contra a dengue em suas áreas de atuação. São eles: os ministérios das Cidades, da Defesa, da Educação, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente e Turismo, Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social.
• Parcerias com mais de 24 empresas e organizações civis para medidas de prevenção, educação e combate à dengue.
• A partir de novembro, mais de 300 professores de Medicina e Enfermagem serão capacitados pelo Ministério da Saúde e agirão como multiplicadores, estendendo os conhecimentos para 31,6 mil pessoas que atuam diretamente em saúde.
• No próximo dia 27, começa o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa), que fará apuração em 169 municípios prioritários de infestação do mosquito transmissor, permitindo atuar in loco em medidas preventivas.
• O Ministério da Saúde tem atuado em parceria com os estados na finalização de 13 planos de ação para enfrentamento da dengue, em regiões estratégicas.
• Municípios parceiros do Ministério da Saúde estão testando três novas estratégias de prevenção e controle da dengue, com testes de sorotipos mais rápidos, captura de mosquitos por armadilha e uso da internet no alerta da população sobre focos do mosquito.
• Sensibilização, até o momento, de 42.806 líderes comunitários por telefone e porta em porta.
• Envio de material informativo a 4.121 emissoras comunitárias, carros de som, rádio-poste.
• Portaria publicada neste mês que recomenda às secretarias estaduais e municipais que orientar, fiscalizar e punir estabelecimentos comerciais e industriais que não atentarem para a formação de criadouros.
VEJA TAMBÉM
13/10/2008 - Ministério destina R$ 1,02 bi ao combate à dengue
Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315 2351
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Fonte: http://189.28.128.100/portal/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=54917
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21/10/2008 00:58:00
Tropa de elite contra dengue
Campanha com artistas e participação de recrutas no combate à doença são as novas armas do Governo
Pâmela Oliveira
Rio - O Ministério da Saúde está formando uma tropa de elite para combater a dengue no País. Além de ter a participação dos atores Wagner Moura, Fábio Assunção e Malu Mader na campanha ‘Brasil Unido contra a Dengue’, o ministério vai contar com recrutas das Forças Armadas na luta nacional contra o Aedes aegypti.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que lançou ontem no Rio a campanha nacional, os recrutas receberão treinamento especial para atuar contra a dengue e eles poderão atuar nos estados em que forem requisitados.
“Os recrutas começarão a ser treinados imediatamente. Teremos um exército de reserva. Onde for necessário, eles atuarão, principalmente nos locais com maior risco de epidemia, como na Região Amazônica, Nordeste, Rio, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.
Caso seja necessário, poderão auxiliar no atendimento dos doentes de dengue, como ocorreu no Rio”, afirmou Temporão. “Nossa meta é que não haja um óbito. Todo o nosso esforço é para que não tenhamos uma repetição do que aconteceu esse ano no Rio”, completou.
De acordo com o ministério, as ações vão reforçar a necessidade da eliminação dos criadouros de mosquitos no período antes das chuvas de verão para reduzir o impacto da dengue. As eleições municipais e a possibilidade de descontinuidade do trabalho preocupa Temporão.
“Estou fazendo uma forte recomendação, um apelo para os governadores e prefeitos para que as equipes de transição tratem o tema dengue como prioridade para que não ocorra descontinuidade, que agentes não sejam demitidos. Houve, até o momento, uma renovação em cerca de 60% das prefeituras. Não podemos correr nenhum risco por conta da mudança do gesto”, disse.
José Gomes Temporão destacou que a dengue é uma doença detestável e diagnosticável e, se a condução for correta, o óbito é eventualidade muito rara. “Não foi o que aconteceu esse ano. Muita gente morreu e não precisava ter corrido”, lamentou o ministro. Ainda não foi definido o número de recrutas que serão convocados.
Luta por mobilização popular
A campanha, que começou ontem, será dividida em três momentos de alerta. O primeiro ressalta a importância da limpeza antes do período das chuvas. O segundo se volta para a mobilização e combate aos focos do Aedes aegypti, nos meses de maior risco da doença.
Já o terceiro destaca os sintomas da doença e o que a população deve fazer quando surgirem. Foram investidos R$ 40,3 milhões na campanha, que segue até dezembro.
“Infelizmente, estamos longe da descoberta de vacina segura contra os 4 sorotipos da dengue. Enquanto a vacina não chega, o caminho é a prevenção. O objetivo da campanha é convocar para o enfrentamento de uma doença grave que pode matar. Nossa percepção é que a informação é importante, mas não é suficiente. A informação precisa ser transformada em mobilização”, disse Temporão.
Ano passado o Estado do Rio registrou 249.734 casos de dengue com 174 mortes confirmadas e outras 143 sob investigação.
Fonte: http://odia.terra.com.br/ciencia/htm/tropa_de_elite_contra_dengue_207363.asp
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- Fortaleza
NO CEARÁ
Seis municípios estão no mapa de risco da dengue

Para evitar epidemia em 2009, secretarias de Saúde do Estado e Capital estão trabalhando ações preventivas da dengue
Caucaia, Crato, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Maracanaú e Sobral estão entre os 169 municípios brasileiros escolhidos pelo Ministério da Saúde entre os prioritários para o controle da dengue através do Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa). A pesquisa faz parte das ações estratégicas realizadas entre o governo Federal e os estados para impedir a incidência da doença no País.
O levantamento considera como prioritárias as capitais, além dos municípios de regiões metropolitanas e de áreas turísticas, a maioria com mais de 100 mil habitantes e que apresentam preocupante índice de infestação predial.
De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), os seis municípios contabilizaram este ano, de janeiro até o dia 24 de outubro, um total de 32.984 casos. O maior número deles foi registrado em Fortaleza, com 31.566 casos.
A Capital concentra 74,95% de ocorrências no Estado. Em seguida, vem os municípios de Caucaia (757 casos), Maracanaú (432), Crato (88), Sobral (72) e Juazeiro do Norte (69).
Em relação à dengue hemorrágica e por complicação, apenas Caucaia, Fortaleza, Maracanaú e Sobral contabilizaram casos. Em 2008, foram 245 de febre hemorrágica e 415 por complicações somente nesses municípios, que também registram nove óbitos pelo tipo hemorrágico e sete por complicação da dengue.
Epidemia
O último boletim divulgado sexta-feira passada coloca este ano com a segunda maior epidemia do Estado desde 1986, com 42.117 casos. Embora faltem ainda dois meses para terminar o 2008, os registros da doença assustam se comparados aos anos anteriores: 25.026 em 2007, 25.569 em 2006.
Justamente para evitar que a situação se repita em 2009, a Sesa já está trabalhando para diminuir a ação do mosquito Aedes aegypti a partir do próximo ano. Em parceria com o Ministério da Saúde, o Estado iniciou, ontem, o Liraa.
O objetivo é identificar as localidades com os maiores índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, e as áreas preferenciais, permitindo a adoção de medidas estratégicas de prevenção e combate à doença.
O resultado do Liraa será divulgado dia 19 de novembro. No Ceará, entretanto, já se sabe da existência de 34 municípios onde a infestação do Aedes aegypti é alta. Estes municípios iniciaram 2008 com altos índices de infestação. Ou seja, enquanto o Índice de Infestação Predial (IIP) satisfatório é até 1,0, as cidades apresentaram IIP de 1,0 a 3,9 - o que se configura estado de alerta - e acima de 3,9, quando a situação é risco de surto.
Nessas cidades, as estratégias de prevenção da doença para 2009 já estão sendo desenvolvidas pelas secretarias.
Pelo menos é isso o que garante o coordenador de Políticas de Proteção e Promoção à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado, Manuel Fonseca. De acordo com ele, além dos recursos normalmente destinados ao Estado, o governo Federal vai garantir dinheiro extra para municípios com mais de 100 mil habitantes, as cidades da Região Metropolitana de Fortaleza e os municípios considerados prioritários.
Os recursos, além utilizados em ações informativas para a população, serão também usados para qualificação de pessoal. A Secretaria está capacitando médicos e preparando pediatras para uma possível elevação dos números da doença nas crianças.
O infectologista Ivo Castello Branco reforça que estas ações são essenciais para evitar riscos de novas e mais graves epidemias. ‘‘Se 1% dos domicílios tiverem focos de mosquito, pode haver epidemia no município’’. Ele também diz que é importante que os municípios não utilizem apenas as médias de infestações, mas trabalhem estratégias em cada bairro.
PREOCUPAÇÃO
Capital está em situação de alerta
Em Fortaleza, conforme a Secretaria de Saúde Municipal, está terminando 2008 com índice de infestação predial de 0,47%, ou seja, abaixo de 1,0. Entretanto, como a Capital sempre apresenta alto índice de casos da doença, a situação é sempre de alerta.
Agora em 2008, de acordo com o coordenador de Políticas de Proteção e Promoção à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado, Manuel Fonseca, a Capital cearense responde por 60% das notificações de dengue no Ceará. E, por isso, é também município prioritário. Do mesmo modo que assim o são, Maracanaú e Caucaia, na Região Metropolitana.
De qualquer modo, explica o secretário de Saúde Municipal, Odorico Monteiro, nos últimos anos, a Capital cearense vem conseguindo terminar o ano com baixos índices de infestação. “O problema é quando chegam as chuvas”, diz, explicando que tão logo o ano inicia, o índice de infestação na cidade aumenta.
Daí a necessidade das ações preventivas de combate à doença não serem paralisadas. É necessário, inclusive, que a população não se descuide e continue realizando trabalho preventivo, como não deixar água empoçada em vidros, pneus e vasos e deve vedar as caixas d´água.
Mutirões
No último final de semana, todas as Secretarias Executiva Regionais (SERs) fizeram mutirões de combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que no próximo mês, as ações sejam unificadas e fortalecidas. “Nós temos dois problemas sérios: quintais e terrenos abandonados”, lamenta Odorico Monteiro.
Além de Fortaleza, os municípios prioritários no combate a dengue são: Acarapé, Acaraú, Aquiraz, Aracati, Barbalha, Baturité, Brejo Santo, Camocim, Canindé, Cascavel, Caucaia, Crateús, Crato, Eusébio, Guaiúba, Horizonte, Icó, Iguatu, Itaitinga, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Morada Nova, Pacajus, Pacatuba, Quixadá, Quixeramobim, Russas, Sobral, Tauá, Tianguá.
MEDIDAS PREVENTIVAS
1- Revisão e adequação dos planos de contingência para assistência médica aos pacientes com dengue
2 - Atenção para a qualificação de pediatras, já que o cenário indica uma maior demanda por leitos para crianças
3 - Intensificação da capacitação de profissionais de saúde para atenção aos pacientes
4 - Priorização da expansão da cobertura estratégia da saúde da família
5 - Implantação de ações intersetoriais para a redução dos determinantes para a infestação por Aedes aegypti, como o abastecimento contínuo dágua, coleta e destino adequado de resíduos sólidos
6 - Envolvimento das áreas de educação, meio ambiente, comunicação social, entre outras, na difusão das ações preventivas da doença junto às comunidades
7 - Formação de uma força de trabalho suplementar para atuar de forma imediata na realização das medidas de visita às casas para o combate ao Aedes aegypti
ERILENE FIRMINO E KAROLINE VIANA
Repórter/Especial para Cidade
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=584594
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