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GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
João Ananias
Secretário da Saúde do Ceará
Odorico Monteiro
Secretário de Saúde de Fortaleza
Secretaria da Saúde
Av. Almirante Barroso, 600-Praia de Iracema -Cep 60.060-440 - Fortaleza-Ceará - Brasil - Tel.: 85 - 3101-5123
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Prefeitura Municipal de Jaguaribe-ce - Prefeito: JOSÉ SÉRGIO PINHEIRO DIÓGENES
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........Secretaria da Saúde - Sec. de Saúde - Jeane NogueiraGomes
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Rua Savino Barreira, 1112 Centro-
Jaguaribe - CE
CEP: 63.475-000
Tel.: (88) 3522-1050
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Secretaria da Educação
Sec.de Educação - Iolanda Maria Fernandes de Assis Dantas
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11ª CREDE - JAGUARIBE-CE Coord. Elizabete Araújo
- Rua Hildeberto Saboia Ribeiro, 401 - Bairro: Celso Barreira Filho - Jaguaribe - CE - Cep: 63.475-000
Fone/Fax: (88) 3522-1579
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CEJA
Centro de Educação de Jovens e Adultos
Diretora - Jacinta Lúcia e Silva Gomes
Av.Eliziário Pinheiro s/n-Bairro Américo Bezerra-Jaguaribe-Ce - CEP 63.475-000
TEL.: (88) 3522- 2476
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CUIDADO, |
DIGA NÃO ÀS DROGAS! |
A vida não tem preço... É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros...
Ser feliz nao é ter uma vida perfeita, mas sim reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios e perdas.
Roni Petterson
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- A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportundades.
( Maxwell Maltz)
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-Preso maior distribuidor de cocaína de Fortaleza
A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira (03), a operação "Fast Food", de combate às drogas no Ceará.
Foram cumpridos cerca de 30 mandados de busca e apreensão. Na operação, a PF prendeu "Bauru", o maior distribuidor de cocaína de Fortaleza. Além dele, outras pessoas foram detidas.
A ação também desarticulou uma quadrilha que fornecia drogas no Ceará e na região Norte, chefiada pelo amazonense conhecido como "Cabeça". De acordo com a PF, quadrilha em atuação no Estado teria conexão com traficantes de drogas presos numa operação em Manaus.
Edy Lima
04/12/2008
Fonte: http://www.valedojaguar.com/
O Portal que vai revolucionar o cotidiano da região.
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Clique no link e leia
- Link 01 - Diga não as DROGAS
- Link 02 - Causas da Violência
- Link 03 - Causas e soluções para as DROGAS
- Link04 - Drogas e seus efeitos
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DIGA NÃO ÀS DROGAS
  
NÃO SEJA A PRÓXIMA VÍTIMA 
DROGAS X =
A overdose é hoje uma das principais causas de morte entre os dependente químicos.
- COCAÍNA: É um estimulante com auto poder de tornar as pessoas dependentes. Normalmente é aspirada pelo nariz, mas pode ser fumada na forma de pedra, também conhecida como Crack, e por último pode ser injetada. Quando usada regularmente a cocaína causa confusão mental, impossibilitando as pessoas de pensarem claramente provocando também grande irritação.O uso constante da cocaína causa problemas respiratórios, cardíacos e até a morte.
- KRACK – O crack é uma droga que vicia rapidamente e cujo efeito é devastador. Obtido a partir da mistura da pasta da cocaína ou da cocaína refinada com bicarbonato de sódio e água aquecidos.
- HEROÍNA: É extraída da papoula do oriente, trata-se de um opiácio (feito do ópio). Provoca sonolência,, há queda de pressão sanguínea e da respiração, diminui a sensibilidade e a atividade do estômago e do intestino. Com uso repetido, perde a fome e os cuidados consigo mesmo e, entregue ao vício, o usuário, em semanas, torna-se socialmente imprestável, além de acabar com a própria saúde.
- LSD - HAXIXE - LANÇA-PERFUME
LSD – O consumo deste alucinógeno atualmente é maior nos Estados Unidos, Europa e grandes centros do Brasil devido ao alto preço do mesmo.
HAXIXE – Extraído da planta Cannabis Sativa Linneu (maconha), é uma resina na qual a concentração do THC é até dez vezes maior que a encontrada nas folhas da planta.
LANÇA-PERFUME – Inalante utilizado em larga escala em Foz do Iguaçu em função de que é liberado na Argentina. Entre outras drogas ilícitas é a mais consumida pela juventude.
- -MACONHA – É uma droga que altera a mente. Possui diversos nomes na gíria: baseado, erva, grama, pacau, etc. As pessoas que usam a droga tem reflexos lentos, memória reduzida, dificuldade para concentração, inabilidade para pensar, alteração do senso de tempo e de espaço, tem pouca iniciativa e podem ficar dependentes da droga.
- NICOTINA – É uma substância encontrada no cigarro e que tem grande poder de causar dependência, é um estimulante que aumenta as batidas do coração, causa estreitamento dos vasos sanguíneos e obriga o coração a trabalhar com mais dificuldade. O tabaco fumado causa problemas respiratórios, além de deixar as mãos com odor, os dentes amarelados, pode causar câncer, doenças no coração e por fim a morte.

Vício - Tão difícil é largar o vício que, mesmo sabendo que corre risco de vida, o drogado muitas vezes acaba optando pela heroína. Até a próxima dose, depois até outra e outra ainda, se estabelece um circuito que leva o dependente a viver apenas para a droga, onde o que pudesse haver de prazer no inicio é substituído pela necessidade pura e simples de mais heroína.
-Se conscientize que as DROGAS "matam"-
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Overdose - uma das principais causas de morte!
Overdose é um termo em inglês utilizado cientificamente para indicar a exposição do organismo à altas doses de uma ou mais substâncias químicas, lícitas ou ilícitas, tais como: drogas de abuso, medicamento, álcool, ou alguma outra substância.
Esta dose excessiva é capaz de provocar efeitos adversos agudos, físicos e/ou mentais, acusando sintomas clínicos que debilitam o organismo, levando à falência de órgãos vitais, como coração e pulmões, causando graves conseqüências ao indivíduo, inclusive a morte.
Geralmente liga-se o termo overdose à drogas de abuso, e à dependência química, porém sabe-se que o corpo humano tem seus limites, e várias substâncias quando utilizadas acima do que ele possa suportar, poderão desencadear reações imprevisíveis e desagradáveis.
E fisiologicamente o que ocorre?
A metabolização, ou seja, a eliminação da droga ingerida geralmente é feita pelo fígado. Nesta metabolização as drogas são decompostas, resultando em outros compostos mais simples e menos tóxicos que estas. Quando a ingestão for maior que a velocidade de metabolização, vai ocorrendo um acúmulo de substâncias tóxicas (intoxicação), alcançando níveis capazes de provocar parada cardíaca ou respiratória, ou ainda depressão total do SNC (Sistema Nervoso Central), sendo fatal.
Como exemplo podemos citar o álcool, que quando seu nível atinge 0,4% à 0,5% no sangue, equivalendo à 600 ml de uísque bebido num período igual ou inferior à 60 minutos, provoca o coma.Quando o nível ingerido atinge 0,6% à 0,7%, o equivalente à 750 ml, no mesmo período de tempo, todo o cérebro e medula entram em depressão profunda, provocando paralisia do centro respiratório, e conseqüentemente, a morte.Já a quantidade suficiente de cocaína capaz de causar uma overdose, seguida de parada cardíaca é de 1,2 g, porém os usuários desenvolvem tolerância.
Sinais de overdose
Normalmente os efeitos podem variar de indivíduo para indivíduo, devido à vários fatores, tais como: tipo de droga ingerida, quantidade, vias de administração utilizada, procedência da droga, constituição física e psicológica, circunstâncias em que ocorre a overdose.
Mas, de um modo geral são: problemas respiratórios e perda de consciência.
A overdose pode ser acidental, provocada, fatal ou não, porém torna-se difícil estabelecer um critério para cada uma dessas situações, onde na grande maioria dos casos, ela ocorre quando o usuário busca maiores efeitos, e perde o controle das doses, encaminhando-se às vezes acidentalmente e outras vezes consciente do risco que corre para quadros que poderão levá-lo à morte.
A overdose é hoje uma das principais causas de morte entre os dependente químicos.
Um grande número de mortes por overdose poderia ser evitado, desde que o indivíduo em crise por overdose recebesse socorro adequado e imediato de um atendimento especializado. Devemos ressaltar que os amigos ou a(s) pessoa(s) que o socorrem terão o direito ao anonimato, não correndo o risco de serem delatados.
Uma das coisas que não deve-se fazer é provocar vômitos, o que em caso de overdose não auxiliaria, e seria ainda mais prejudicial. O ideal é que sempre se procure um serviço médico especializado com profissionais preparados para esse tipo de atendimento, onde encontra-se na rede hospitalar pública ou privada. expandedPictureUrl = "http://www.infoescola.com/modules/galleries/expandedPicture.php?pic={picture}";
Bibliografia
- Artigo: “Alguns conceitos importantes”, Santos, Silvestre Rosa M.
- Revista Brasileira de Clínica Terapêutica: 25(5), Set./1999
Artigo: “ Overdose por cocaína- uma revisão crítica”, Perri,P.Cleusa; Dunn,John
- NEAD - Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hosp. Israelita A. Einstein
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Heroína, o analgésico que mata
A heroína é uma droga perigosíssima, capaz de viciar um indivíduo num prazo de poucos dias; os males causados pelos entorpecentes em geral.
A morte vem aos poucos, com a destruição das defesas do organismo. Ou é instantânea, numa overdose; a cura, quando acontece, é lenta, cara e tão dolorosa que muitos viciados desistem no meio do caminho.
Para ficar viciado em heroína é fácil: basta uma ou duas semanas. Para livrar se do vicio é um pouco mais difícil: são necessários três anos de tratamento caro e extremamente doloroso. Não é à toa que apenas três em cada dez viciados conseguem abandonar a droga. Mais que o álcool. a maconha e a cocaína, eis aí a grande ameaça aos jovens deste século.
Derivada do ópio e sintetizada a partir da morfina pela primeira vez em laboratório, em 1898. chegou a ser considerada uma solução para a cura dos viciados em morfina. Mas depois que se descobriu que ela é no mínimo três vezes mais poderosa que a própria morfina, sua fabricação foi proibida no mundo inteiro.
Como as outras drogas derivadas do ópio. a heroína age sobre os sistemas digestivo e nervoso central, onde os efeitos de torpor e tontura vêm associados, nos estágios iniciais, há um sentimento de leveza e euforia. Agindo como depressora do sistema nervoso central, alivia as sensações de dor e angústia. Segue-se um estado de letargia que pode durar horas. As primeiras doses podem provocar vômitos ou náuseas. Os sintomas desaparecem em pouco tempo mas voltam com violência quando a droga deixa de ser consumida, porque o organismo se acostuma rapidamente a ela.
Injetada diretamente no sangue, com o uso de seringas, a heroína produz efeitos que duram de duas a quatro horas. Como qualquer outra substância externa precisa de cúmplices no organismo - elementos químicos que funcionam como receptores - para propagar seu efeito. Estes encontram-se em determinadas regiões do cérebro, nos músculos e nos intestinos. Por ter a propriedade de combinar-se muito facilmente com os receptores, a heroína é considerada o protótipo das drogas geradoras de dependência. Um dos medicamentos usados no tratamento de viciados é a metadona. por sua propriedade de ocupar os mesmos espaços da droga nas moléculas receptoras. Mas seu uso é limitado pois também gera dependência.
As reações adversas são muitas. A heroína impede a produção de endorfinas, analgésicos naturais do organismo, porque a própria droga se encarrega de fornecê-los. As conseqüências não podem ser piores: quando o viciado tenta suprimir a droga, o organismo não volta automaticamente a produzir as endorfinas logo, nada ameniza a dor da pessoa. O mesmo processo se repete com outras substâncias.
Segundo o psiquiatra Zacaria Borge Ramadam, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a heroína é extremamente poderosa porque imita as funções e exagera os efeitos de uma substância sintetizada em nosso próprio organismo. Os opiáceos, como a morfina e a heroína, agem sobre o sistema parassimpático, que em equilíbrio com o sistema simpático influi decisivamente no comportamento humano. O primeiro, com a adrenalina, regula as funções de ataque e defesa; e o segundo, com a acetilcolina, as funções de fuga, relaxamento, sonolência e descontração. E em especial sobre o sistema parassimpático que age a heroína, substituindo as propriedades da acetil-colina. Mais poderosa que essa substância, a heroína acaba por ocupar seu espaço no organismo; com o aumento das doses, simplesmente a acetil-colina deixa de ser produzida.
"Por isso o viciado sofre reações tão adversas, quando resolve abandonar a droga", explica Ramadam. Seu organismo não tem como suprir a necessidade criada pela ingestão da heroína. Inibida a produção natural das endorfinas e da acetilcolina, ocorrem os terríveis sintomas da síndrome de abstinência quando a droga é suspensa. Tão difícil é largar o vício que, mesmo sabendo que corre risco de vida, o drogado muitas vezes acaba optando pela heroína.
Até a próxima dose, depois até outra e outra ainda. se estabelece um circuito que leva o dependente a viver apenas para a droga, onde o que pudesse haver de prazer no inicio é substituído pela necessidade pura e simples de mais heroína. Para a maior parte dos viciados, os sintomas de abstinência se manifestam assim que se aproxima a hora da próxima dose: incontroláveis bocejos que podem até provocar deslocamento do queixo: o nariz escorre e suores frios brotam por todo o corpo. Os sintomas aumentam de severidade nas 36 ou 72 horas seguintes. O intestino, antes bloqueado, volta a funcionar - junto com náuseas, vômitos. tremores musculares. dores nas costas. pernas e braços.
As vitimas não conseguem encontrar nenhuma posição confortável e experimentam crises de extrema ansiedade e desejo intenso de voltar à droga. Depois de 72 a 96 horas. os sintomas começam a diminuir. Embora os viciados venham a se queixar de insônia e letargia nas semanas seguintes. a maioria vence a pior fase das reações orgânicas em uma semana. Os sintomas continuarão a reaparecer e algumas sequelas como alterações na pressão arterial. persistirão anos a fio. As conseqüências psicológicas - depressão e vontade de voltar à droga - também continuam por um considerável período de tempo.
O psiquiatra francês Claude Olivenstein, que há 25 anos cuida de drogados em seu hospital em Paris, adverte para outros obstáculos que o viciado enfrenta, até chegar à recuperação: Rompida a dependência física. vem o sofrimento moral e a tentação de livrar-se dele voltando à droga. Existe ainda a pressão dos antigos companheiros de vicio e traficantes para que ele volte a se drogar.
Por que uma pessoa se vicia? Olivenstein acredita que a adesão às drogas resulta da associação de três fatores: o produto, a personalidade e o momento sócio-cultural". Na Europa. por exemplo, a heroína é ameaça maior que a cocaína, pela longa tradição de consumo daquela droga e também pelo seu baixo custo, em relação à coca. Já nos Estados Unidos, o grande aumento no consumo a partir da década de 60 foi conseqüência da guerra do Vietnã. Explica-se: os grandes centros produtores de ópio, a matéria-prima da heroína - ficam no sudeste asiático, no Laos. Birmânia e Tailândia. O Paquistão e a Turquia também são grandes produtores de ópio
Extraído há milênios da papoula (Papaver somniferum), o ópio é um alcalóide obtido mediante algumas incisões nas cápsulas da flor, que deixa escorrer um liquido viscoso. como o látex da seringueira. Ao secar, ele se transforma numa massa escura e pegajosa. Aí, ela é depurada em várias etapas, chegando aos viciados como um pó branco. Os opiáceos já foram usados como remédio para uma legião de problemas de saúde, desde insônia a mordidas de cobra, passando por crises respiratórios, cólicas, epilepsia e dificuldades urinárias. Mas o que produziram mesmo foi uma legião de viciados.
No Brasil, ainda é desprezível o consumo de heroína, informa o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Escola Paulista de Medicina e membro do Conselho Federal de Entorpecentes, do Ministério da Justiça. Os grandes problemas que enfrentamos são o álcool, a maconha e agora a cocaína. "Já existem no pais alguns centros de tratamento e recuperação de drogados. Mas são muito poucos ainda", observa Miguel Jorge.
Vítima de um sistema onde o único beneficiado é o traficante, o viciado em heroína. como os dependentes de outras drogas consumidas por via venosa, integra um dos grupos de alto risco no processo de contágio e transmissão da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Normalmente. os viciados se agrupam em verdadeiras tribos e se entregam ao ritual do consumo sem cuidado algum com a higiene. Seringas contaminadas passam de mão em mão: muitas vezes não são lavadas nem em água corrente. entre uma aplicação e outra. Além da AIDS, o uso de seringas contaminadas traz doenças como a hepatite. tétano ou inflamações do endocárdio. a película que envolve o coração por dentro. A seringa industrial surgiu em 1893. Seu inventor, o inglês Alexander Wood, usou como cobaia a própria mulher, que morreu em conseqüência de uma overdose de morfina.
O estado de torpor e desinteresse causado pelo vício enfraquece os mecanismos de autodefesa da pessoa. Por isso é fácil o heroínomano exagerar na dose e morrer disso. Também é grande o consumo de drogas misturadas com talco, analgésicos. bicarbonato - ou qualquer outro pó que possa aumentar o lucro do traficante. O resultado é que, ao ter acesso a uma droga mais pura, o viciado corre o risco de morrer de overdose.
Os males de todas essas drogas
Além dos narcóticos, como a heroína existem outras categorias de entorpecentes. São os depressores, estimulantes e alucinógenos, além dos derivados da cannabis (maconha e haxixe), que não se encaixam a rigor numa única dessas categorias. Em qualquer caso, trata se sempre de substâncias capazes de criar alta dependência e tolerância. Algumas são usadas em medicamentos, como analgésicos, anticonvulsivos, tranqüilizantes ou moderadores de apetite. E de nenhum deles se sai sem problemas.
O álcool - a mais difundida de todas as drogas - é tóxico ao fígado pâncreas, coração e cérebro. Entre os efeitos crônicos, geralmente agravados pela desnutrição, o alcoólatra sofre um acelerado processo de envelhecimento, com a destruição dos neurônios - as células do cérebro. Rico em calorias vazias, que não alimentam, o álcool também leva à obesidade, fonte de outras doenças.
Os estimulantes, entre eles a cocaína, causam euforia, excitação, hiperatividade, insônia, perda de apetite, aceleração do pulso e aumento da pressão arterial. A superdosagem pode trazer aumento da temperatura, alucinações, convulsões e morte.
A síndrome de abstinência é caracterizada por apatia, longos períodos de sono, depressão, desorientação e delírios paranóicos. Junto da cocaína, são estimulantes a anfetamina e a efedrina, essa última usada em crises de asma.
Os depressores do sistema nervoso central (barbitúricos. benzodiazepinas, solventes orgânicos, como aguarrás e cola de sapateiro, clorofórmio e éter) denunciam o viciado pela voz pastosa, desorientação e estado de embriaguez. A superdosagem inibe a respiração, provoca pele fria, pupilas dilatadas, pulso rápido e fraco, coma e possível morte. O clorofórmio e o éter podem em especial causar parada cardíaca. Já a síndrome de abstinência se manifesta em tremores, ansiedade, insônia, delírio e convulsões.
Dos alucinógenos, o mais conhecido é o LSD, que provoca ilusões e alucinações. alterando a percepção do tempo e da distancia. Seu consumo pode representar uma viagem sem volta, com irreparáveis danos psíquicos. loucura e morte. A maconha e o haxixe, fumados em cigarros, são drogas mais leves, mas nem por isso menos perigosas. Provocam aumento da freqüência cardíaca, congestão dos olhos e alterações na percepção. A maconha, como o álcool, traz euforia e relaxamento das inibições. Consumida regularmente, porém, tende a causar fadiga e alheamento da realidade. A abstinência induz à insônia e hiperatividade.
Por último, mas não menos tóxico, o cigarro: a nicotina com grande taxa de tolerância e dependência, vítima no mundo inteiro milhares de pessoas todos os dias com câncer do pulmão. enfisemas, problemas cardíacos. Ao contrário das demais drogas, castiga por tabela os não-fumantes, habitualmente obrigados a respirar o ar contaminado pela nicotina alheia.
Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/1987/conteudo_110959.shtml
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“Não devemos perguntar aos jovens apenas o que eles podem fazer para evitar as drogas, mas sim, o que nós devemos fazer para ajudá-los a conseguir”. ( Proerd Ceará)
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