HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA
Autor(a): LUIS PAULO ALVES PEIXOTO
O ano é 1953, as cenas vista são misérias, dor e morte. O nordeste é mais uma vez destroçado por uma grande seca.
O governo é de Getúlio Vargas.
Dona Maria Calixto, sofre com mais uma seca. Seu marido está trabalhando, na construção de estradas e ferrovias. Ela passa fome, com seus 4 filhos.
A comida, se é que se possa chamar aquilo assim, ainda vem de sua vizinha e comadre Dona Marciana. Ela reparte o pouquinho de comida com os filhos, que ainda assim não se saciam da fome.
O patrão sabe da suas necessidades, mas não da a mínima atenção.
Ele sofrem.
O patrão da casa grande está desesperado, ele já conversou com o coronel Pedro Biapino, sobre a venda de seu gado. Amanhã eles vão fazer o transporte do animais que ainda sobrevivem.
Um dia depois da venda do gado os tempos começam a mudar. Já aparecem umas nuvens grossas no céu os gaviões estão dando giros no meio do céu.
Começa a chuva. Castigo para os orgulhosos? Não, uma benção.
O açude grande, que a muito não via água, já tem até poças delas. O relâmpago é de dar medo.
A natureza reluz um verde que dói na vista.
Dona Maria Calixto, nordestina, de braços fortes, já começou o plantio sem o marido.
O milho, já tá dando nos joelhos.
Os homens já estão, aos poucos, voltando da frente do trabalho.
Seu Elizeu esposo de Dona Maria Calixto, ainda não voltou.
Adultério? Alguns dizem que sim, eu acredito que não.
Povo nordestino, povo sofredor, povo entre secos e molhados.
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