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...JAGUARIBE: Entre secos e molhados

"História que o povo conta"

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Mapa do Município -Bandeira do Município -EEFM Cornélio Diógenes

O que é pior, a falta de água ou o excesso de água?

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O povo jaguaribano sofre muito com esses dois acontecimentos naturais, mas saber o que é pior, é que é a parte mais difícil.

Seca, enchente, falta de água, excesso de água, o que é pior ninguém sabe, só sabemos que os dois só nos trazem prejuízos, e se tivermos de escolher entre um e outro, o melhor é nem escolher, DEUS sabe o que faz, então o melhor é deixar acontecer, do jeito que tiver de acontecer, porque o que acontecer certamente será o melhor.

Autor: Radson Peixoto Carvalho .-. em 27/05/2007

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Rio Jaguaribe

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Açude de Orós

Jaguaribe: entre secos e molhados-História do Ceará em Rede-11º CREDE-EEFM Cornélio Diógenes

Prefácio

       Este livro apresenta histórias vividas pelo povo da cidade de Jaguaribe, nos períodos de secas e enchentes. Estas foram reproduzidas pelos alunos da primeira série do Ensino Médio, da  turma A, turno manhã da Escola Cornélio Diógenes. Para a produção dos textos foi feito uma pesquisa de campo. Várias pessoas foram entrevistas pelos alunos.

       Alguns textos apresentam informações semelhantes, visto que, cada membro dos grupos selecionados para fazer entrevista, relatou  de forma diferente a mesma história.

 

Epígrafe

"Eu sou de uma terra que o povo padece  mas, não se esmorece procura vencer. Da terra querida, que a linda cabocla                    de riso na boca, zomba no sofré".     

Patativa do Assaré. 

 

Créditos

Diretora da EEFM Cornélio Diógenes: Rosenir Peixoto

Coordenadora Pedagógica: Maria Luzineide Barbosa

Coordenadora da oficina: Maria Imaculada Elias França

Mediadores: Irene Dulcinéia e Flávio Rodrigues

Sumário

ENCHENTE DE 1974

HISTORIA QUE O POVO CONTA DA SECA

CARTA - SECA DE 1958

HISTÓRIA QUE O POVO CONTA

HISTÓRIA QUE O POVO CONTA

Histórias que o povo conta

JAGUARIBE ENTRE SECOS E MOLHADOS

HISTORIAS QUE O POVO CONTA- SECA DE 1958- ENCHENTE DE 1974

AS DESTRUIÇÕES DAS ENCHENTES

HISTORIAS QUE O POVO CONTA

Jaguaribe toda molhada

A espera de um milhagre

CARTA - ENCHENTE DE 1974

ENCHENTE DE 1960

HISTORIA QUE O POVO CONTA

HISTÓRIA QUE O POVO CONTA

Casa de taipa

Fogão a lenha

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

Povo nordestino

EM UM PISCAR DE OLHOS

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

OS JAGUARIBANOS: ENTRE SECOS E MOLHADOS

História que o povo conta

HISTÓRIA QUE O POVO CONTA ( CORDEL )

 

Obras

ENCHENTE DE 1974

Autor(a): ANA BEATRIZ COELHO SILVA

A senhora Maria Helena conta que no início do ano de 1974, quando o açude de Orós transbordou e, a água alagou tudo, famílias tiveram que sair de suas moradias para não morrerem afogadas, já que suas casas tinham sido inundadas pela fúria das águas. A enchente destruiu tudo, causando medo e tristeza para toda a população. As pessoas menos afetadas tentavam ajudar no que podiam doando roupas, agasalhos e comida, tentando com isso amenizar a dor das famílias, mas pouco adiantava, pois só o que restava era a dor das pessoas por não saber o que fazer ou para onde ir. O exército jogava mantimentos e agasalhos e o prefeito que era Franklin Monteiro Gondim ajudava como podia, inclusive construiu as Populares(conjunto habitacional), para que as pessoas tivessem um lugar mais seguro para ficar. Muitas crianças chegaram a morrer de doenças como o sarampo, a diarréia e uma gripe muito forte. O nível da água só veio baixar no final do mês de abril, deixando somente os destroços e a dor das famílias por terem perdido tudo.

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HISTORIA QUE O POVO CONTA DA SECA

Autor(a): ANA BEATRIZ COELHO SILVA

O senhor Cosme Diógenes Saldanha conta que no início do ano de 1958, ocorreu uma grande seca, provocando miséria e fome em todo o povo. Foi um momento de muita revolta, pois o pouco que tinham perderam. Crianças morriam de doenças como uma gripe muito forte que apareceu . As famílias tinham que roubar os comerciantes para sobreviverem. Nesse período, o prefeito que era Francisco Diógenes Nogueira tentou dar apoio as famílias mais necessitadas. Porém, como a miséria era grande, pouco podia ajudá-las. Era falta de dinheiro, falta de comida, falta de muita coisa importante para a sobrevivência. Como a necessidade era grande, ele distribuiu pães para os famintos. Contudo, algumas pessoas tentavam se dar bem, pois estas pegavam todo o mantimento, enquanto os outros ficavam com fome. Foi um momento de muito medo.

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CARTA - SECA DE 1958

Autor(a): Aparecida Jamilia Silva Fernandes

Minha querida Patricia, tudo bem? Espero que sim. Quem te escreve é o seu irmão Marcos. Estou muito triste, pois estou vivendo momentos difíceis aqui. Uma intensa seca invade nossa região. Ainda bem que você esta longe, pois todos aqui estão vivendo em situaçôes precárias e de miséria total. Todos estão revoltados, mas não há o que fazer. O benefício que estamos recebendo do governo é muito pouco. É uma lamentação só, porque os pais perdem seus filhos e ficam ainda mais desesperados. Não há comida e a água é escassa, pouco a pouco estamos perdendo as plantações, e ao gado que resta, o jeito é queimar xiquexique e dá-lo para não morrer de fome. Pois é, minha irmã, não há nem como ajudar uns aos outros, porque todos foram afetados. Para amenizar um pouco o sofrimento da população, o prefeito distribuiu pães, mas os mais espertos pegaram tudo, deixando o resto com fome. Estamos com medo de haver outra seca, pois aí não iremos agüentar. Então termino esta carta, mandando um beijo e pedindo para você orar por nós, para que possamos superar tudo isso.

Abraços, Marcos.

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HISTÓRIA QUE O POVO CONTA

Autor(a): CINTHIA RAQUEL JUCA ALVES

Memorial

Olá sou Netinho, e vou contar um pouco das dificuldades que passei aqui em Jaguaribe, vou começar pela enchente de 1960, no arrombamento do açude de Orós.

Nesta época sofri muito, mas nós, os mais afetados pela enchente, tivemos ajuda da comunidade e do prefeito da cidade que, nessa época, era Chico Queiróz. Recebemos ajuda de comida, agasalho e até de distribuição de algumas casas, pois muitas pessoas perderam suas moradias por causa da água. Eu fiz um maior reboliço porque não queria perder minha mercadoria, já que eu tinha um armazém e tive que perder a metade para não morrer afogado junto com a família.

A água destruiu cerca de 500 casas e muita gente morreu de doenças. Não lembro de muita coisa, pois naquele tempo eu ainda era um jovem e hoje já sou um velho de 72 anos.

Cinthia Raquel

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HISTÓRIA QUE O POVO CONTA

Autor(a): CINTHIA RAQUEL JUCA ALVES

SECA DE 1958

Foi no ano de 1958, que ocorreu uma grande seca. Ela começou tirando tudo que as pessoas tinham, deixando-as sem nenhum recurso, provocando miséria total, "foi muito triste ver o gado morrer de fome e ver a água acabando pela terrível seca" - diz emocionado, o senhor Cosme, 64 anos.

Ele ainda conta que na época usou todos os seus recursos para salvar o gado que tinha, mas não adiantou nada, pois a seca era muito grande e rendeu o pobre agricultor que, sem nenhuma arma, só tinha que levantar as mãos pro céu e pedir a Deus que tivesse compaixão e mandasse um pouco de chuva para amenizar um pouco a dor, mas suas preces pareciam não ser atendidas, pois já estava previsto uma outra seca para o ano seguinte.

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Histórias que o povo conta

Autor(a): CINTHIA RAQUEL JUCA ALVES

O senhor Sebastião Carneiro de 70 anos, natural de Jaguaribe, fala um pouco sobre a seca ocorrida em 1942 na sua cidade:

Eu já presenciei muitas secas, mas a que me deixou mais sem força de lutar foi a de 1942. A seca me deixou muito prejuízo e muita falta, principalmente de água, de comida e, por causa dessas dificuldades, muita gente se mudou para outra cidade para conseguir alguma coisa, e os que ficaram tiveram que continuar sofrendo, sem nenhuma ajuda. Muita gente morria e maioria era criança. Eu tinha que trabalhar, mas não arranjava nenhum tipo de emprego. O prefeito e governador não faziam nada para mudar nossa situação. O prefeito que, nessa época, era Celso Barreira, se fez algo pela comunidade não foi muito. Não arranjava transporte para as crianças irem para escola, e para quem ia trabalhar teria que andar a pé léguas e léguas. Não tive medo do que estava acontecendo, mas tive revolta com quem poderia nos ajudar e não ajudou.

Thayanne e Cinthia

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JAGUARIBE ENTRE SECOS E MOLHADOS

Autor(a): CINTHIA RAQUEL JUCA ALVES

É reconhecido o sofrimento que a enchente e a seca causam na cidade de Jaguaribe e como é bonito o esforço da comunidade que enfrenta essas situações, sem receber ajuda, pois, muitas vezes, chegam a perder tudo que tem. A seca tira o de comer, enquanto a enchente tira o de morar, muitas vezes tira vidas por causa de doenças. Nesses dois momentos há ainda mais sofrimento, há perdas, alvoroço e vontade de morrer por causa de tanta precisão. Mas para muitos, há vontade de viver, de trabalhar. O inferno que a comunidade de Jaguaribe vive nesses momentos é de muita dor e de revolta, e para quem sobrevive a tanto sofrimento, jamais esquecerá. E assim segue o povo de Jaguaribe, vivendo e sofrendo, entre secos e molhados.

Cinthia.

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HISTORIAS QUE O POVO CONTA- SECA DE 1958- ENCHENTE DE 1974

Autor(a): FERNANDA MARIA MARTINS TARGINO

Seca

O senhor Cosme conta, que 1958 iniciou-se uma grande seca, provocando miséria e fome em todo o povo. Foi um momento de muita revolta, pois o pouco que tinham eles perderam, crianças morriam de doenças (como uma gripe muito forte que apareceu). As famílias tinham que saquear o comércio para sobreviver.

Nesse período o prefeito era Francisco Diógenes Nogueira que tentava dar apoio às famílias mais necessitadas, porém como a miséria era grande, pouco se podia fazer. Era falta de dinheiro, de comida. de muita coisa.

Como a necessidade era grande, o prefeito distribuiu pães para os famintos. Todavia sempre tem pessoas que querem se dar bem. Estas pegavam todo o mantimento e os mais humildes ficavam com fome.

Foi um momento de muito medo, e o pior, é que já estava previsto uma outra seca para o ano seguinte.

Fernanda

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AS DESTRUIÇÕES DAS ENCHENTES

Autor(a): Fernando Telles de Freitas Cardoso

Em 2004 , na cidade de Jaguaribe, começou a chover muito, chega uma noticia que a cidade seria alagada pelo possível arrombamento de uma barragem próxima a serra de Pereiro.

Um senhor chamado Cosme falou que sua propriedade ficou ilhada e teve até que transportar a criação de gado para a cidade de Cedro e Icó. Conta ele, que arriscou a sua vida passando animais pelo o rio. O pessoal do bairro Nova Brasília e da rua da Gaveta estavam retirando os seus moveis, pois as águas estavam subindo na calçada, ( - minha avó, Maria José participou disso). Neste período apareceram muitas doenças, várias crianças e adultos ficaram com disenteria.

O rádio sempre avisava como estava a situação do povo desabrigado, uma grande parte tive suas casas destruídas. O prefeito nessa época era José Tavora, que não ajudou em nada para recuperar os prejuízos

Enfim, foram três meses chovendo, em junho o nível do rio já tinha voltado ao normal e as pessoas que ainda tinham casas puderam retornar para recuperar o que ainda restava... e começar tudo de NOVO.

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HISTORIAS QUE O POVO CONTA

Autor(a): Fernando Telles de Freitas Cardoso

Por: Fernando Telles

Cosme Norberto Távora Neto, tem 47 anos e é natural de São Paulo, mas veio para Jaguaribe aos dois anos de idade com sua família.

Ele conta (em uma entrevista) que a maior seca vivida foi em 1993, e a enchente de 2004. Perguntamos os momentos mais marcantes desses períodos, e ele respondeu que foi a seca de 93, pois, não se via uma nuvem de chuva. Nesta época, só choveu uma vez na propriedade dele, que correspondia a 10 milímetros. Conta-nos que precisou retirar todo o seu gado e mandar para outros municípios. Ele lembra que conseguiu escapar onze garrotes puxando água do cacimbão para matar a sede dos animais.

Perguntamos ainda se havia algum projeto do governo que beneficiava a população prejudicada, e ele respondeu que não sabia informar, mas nada foi feito contra os prejuízos.

Ele conta que o fato mais marcante foi que se viu órfão durante a seca, teve que vender quase todo o gado para se reafirmar de novo. Lembra ele que o prefeito na época da enchente foi Jose Távora, e a da seca Jose Sérgio.

Perguntamos o que destrói mais a seca ou a enchente ele respondeu que é a seca..

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Jaguaribe toda molhada

Autor(a): Fernando Telles de Freitas Cardoso

Bom, aqui em Jaguaribe de vez enquanto aparecem chuvinhas, mas outras vezes chuvonas. No início do ano de 2004, ocorreram várias chuvas provocando uma enchente inesperada para todos nós.

Os rios Cajá e Jaguaribe transbordaram invadindo casas no bairro da Rua da Gaveta. Minha avó foi afetada por essa enchente, teve que sair imediatamente de sua moradia, antes que a água invadisse tudo. Ela passou quase dois meses conosco, quando voltou, teve que restaurar toda a sua casa, depois decidiu que iria morar no centro. Mas não foi só minha avó que sofreu com isso, muitas pessoas viveram essa situação em Jaguaribe. E o governo, o que fez para ajudar essas pessoas? Na verdade, nada foi feito para restaurar a cidade.

Nessa época o prefeito era José Távora, pelo que parece, nem ligava para as pessoas necessitadas. Bom, graças a Deus, ainda existe alguém que gosta de ajudar. Algumas pessoas auxiliaram os necessitados da forma que puderam.

Com ajuda de Deus, todos recomeçaram e hoje estão bem novamente, prontos para outra!!!

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A espera de um milhagre

Autor(a): Francisco Diego Araujo Pinheiro

Uma grade seca veio no ano de 1993. Olhávamos para o céu e a aquela sensação estranha de não ver nem uma nuvem no céu, e a única vez que choveu foi menos de dez milímetros. Cosme neto vendo seus animais morrendo teve de desfazer de sua casa, sua fazenda, sua família, para pelo menos salvar o que restava, ele retirou-se para o município de Icó e depois para Cedro, ainda conseguiu salva onze garrotes com uma bomba d’água que não duraria nem mais trinta minutos entre esse período presenciou grande parte dos animais morrendo de fome e cede e ele sem poder fazer nada a mais se não assistir.

Cosme afirma que o governo municipal a nada fez à respeito dos danos casados pela seca, o que ajudou foi em cestas básicas e mesmo assim não deu para todo mundo. Que vida é essa do povo nordestino, por que esse sofrimento por quais motivos? Que sina é essa meu Deus?

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CARTA - ENCHENTE DE 1974

Autor(a): JAMILIANA SILVA FERNANDES

Querida filha,

Estou lhe escrevendo esta carta para contar uma coisa horríivel que aconteceu. O açude de Orós sangrou e inundou tudo, até a nossa casinha que construímos com tanto suor e esforço. A água levou tudo, foi muito triste ver as mães com seus filhos nos braços sem ter aonde ir. O nosso prefeito, Franklim Monteiro Gondim, até que ajudou dando cestas básicas para a população.

Nossos móveis foram levados pela água e nossa casa foi destruída, tivemos que ir para outro lugar, morar nas casas das pessoas que não foram afetadas pela enchente. O nosso maior medo aqui é da água aumentar cada vez mais, pois ela já está mais alto que a altura dos nossos joelhos. Eu não sei o que fazer para reconstruir nossa casa, pois você sabe, filha, não temos condições. O prefeito disse que vai construir um novo local para todos morarem. As casas destruídas da beira-rio vão ser reconstruídas nas casas populares. Outra coisa que está nos afetando é uma gripe muito forte que esta se espalhando por aqui. Deus queira que isso acabe logo e volte a reinar a paz que sempre teve por aqui.

MIL BEIJOS E ABRAÇOS DE SEU PAI COSME DIÓGENES SALDANHA.

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ENCHENTE DE 1960

Autor(a): JAMILIANA SILVA FERNANDES

Uma terrível enchente provocada pelo açude de Orós deixa pânico entre o povo. A maioria são pessoas humildes que não tinham para onde ir. Já que suas casas e móveis foram levados pela água, tiveram que sair para não morrerem afogadas.

O exército contribuiu com comida e roupas, jogando-as de um helicóptero para os desabrigados. O prefeito também ajudou com cestas básicas. Por causa da água suja do açude, as crianças morriam de diarréia e sarampo.

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HISTORIA QUE O POVO CONTA

Autor(a): JARDENIA DO NASCIMENTO SILVA LIMA

Está História foi contada por Maria Madalena e Margarida Ramos. Por volta de 1958, elas presenciaram a maior seca em Jaguaribe. A seca destruiu muitas coisas e elas viviam aperreada sem ter o que dar aos filhos. Não tinha comida nem leite. Já na enchente presenciada pelas irmãs um menino quase que ia embora levado pelas águas. Nesse período a gente passou sufoco grande e o ordenado era pouco e a família ia aumentando cada vez mais, pois todo o ano nascia um filho. Nesse tempo a gente ganhava mixaria e não dava para se manter, também teve uma ajuda muito importante que foi do Senhor Padre Dom Pompéu. Nesse tempo o Prefeito era doutor Noguera. Tiveram pessoas que ficaram na fazenda Pitombeira. Era sufoco grande para sair de casa, agente vivia só arrumando as coisa para sair do alagamento. Também teve ajuda do exercito e veio também um emprego para trabalhar em rodagem.

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HISTÓRIA QUE O POVO CONTA

Autor(a): josé nilson fernandes da silva

Notícia de jornal

No ano de 1960 ocorreu uma grande enchente na cidade de Jaguaribe provocando muita destruição principalmente na beira-rio. A senhora Maria Elena da Silva de 59 anos conta que teve que sair de sua casa para não morrer afogada, as pessoas que não foram tão afetadas ajudavam como podiam, o prefeito que era Franklin Monteiro Gondim, ajudava doando cestas básicas e agasalhos e o exército mandou helicópteros de Fortaleza, que jogavam comida e roupas para os mais afetados.

As crianças morriam cada vez mais com as doenças, como por exemplo gripe, sarampo etc...

Quando a água baixou só restou uma coisa: a tristeza, das pessoas que perderam tudo.

NILSON

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Casa de taipa

Autor(a): LUIS PAULO ALVES PEIXOTO

Estive hoje na fazenda de Seu Gervásio, pequeno proprietário sertanejo, em suas propriedades conheci Dona Antônia, mais conhecida por lá, como Toinha.

No batente da casa de taipa, Dona Toinha, amanhece o dia olhando para o nascente, a procura de um sinal de inverno, enfeitiçada pelo fumo forte, feito com palha de milho. Não há mais as galinhas que enfeitavam o seu terreiro, não há mais alegrias, o que ela vê é a caatinga seca, que anteriormente era tão verde.Os seus pensamentos se vão com a fumaça do cachimbo. As brasas, quase apagadas, aquecem suas idéias.

- "Tempos bons eram os passados, onde sempre tinha algo para cozinhar no fogão a lenha." Diz ela.

Seus filhos; que por sinal são numerosos vagam pelos cantos de parede, com fome.

Seu Gervásio foi ontem ver como ela estava.

- Bons dias, Dona Toinha!

- Bons dias, Compadre Gervásio!

- Comadre, essas crianças estão doentes?

- Não, compadre, é fome.

- Eu vou mandar meu mínino trazer um cumêsinho pra vocês.

Seu Gervásio assim como veio se vai.

Dona Toinha e seus filhos já comeram o feijão que foi enviado. Ela continua olhando para o horizonte, com seu fumo na boca, sonhando com a buchada de bode com o pirão de costela, com as galinhas que povoavam seu quintal.

Meses depois chove muito, agora as cenas são diferentes, açudes cheios, as cachoeiras jorrando, a caatinga antes seca, agora é verde. Dona Toinha agora contempla seu quintal com alegria.

Agora, o sertanejo, antes aflito, pode sossegar.

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Fogão a lenha

Autor(a): LUIS PAULO ALVES PEIXOTO

Sempre aceso, o fogão a lenha ainda é muito comum nas casas dos nordestinos. Fogão, vive a espera de alimento para torrar.

Fogão, espada de dois gumes. Tachado de pobre se o tiver, orgulhoso, se não o tiver. Arma perigosa, quando se cai de jeito.

No ano que tem inverno, o fogão fica contente, cozinha o antológico feijão, seu companheiro arroz, batata, milho, maxixe, peba, teiú, muitos outros, tantos, que não caberiam nesta crônica.

Na seca, o mais que ele consegue cozinha é feijão, que longe dele é misturado com farinha. Outros nem isso tem, cozinham é xiquexique ou palma ou nada.

A sertaneja, chova ou faça sol, mantém sua luta no pé de fogão. Talvez amanhã morra de não ter o que comer, ou talvez, chova, e molhe esse sertão de secas.

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HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

Autor(a): LUIS PAULO ALVES PEIXOTO

O ano é 1953, as cenas vista são misérias, dor e morte. O nordeste é mais uma vez destroçado por uma grande seca.

O governo é de Getúlio Vargas.

Dona Maria Calixto, sofre com mais uma seca. Seu marido está trabalhando, na construção de estradas e ferrovias. Ela passa fome, com seus 4 filhos.

A comida, se é que se possa chamar aquilo assim, ainda vem de sua vizinha e comadre Dona Marciana. Ela reparte o pouquinho de comida com os filhos, que ainda assim não se saciam da fome.

O patrão sabe da suas necessidades, mas não da a mínima atenção.

Ele sofrem.

O patrão da casa grande está desesperado, ele já conversou com o coronel Pedro Biapino, sobre a venda de seu gado. Amanhã eles vão fazer o transporte do animais que ainda sobrevivem.

Um dia depois da venda do gado os tempos começam a mudar. Já aparecem umas nuvens grossas no céu os gaviões estão dando giros no meio do céu.

Começa a chuva. Castigo para os orgulhosos? Não, uma benção.

O açude grande, que a muito não via água, já tem até poças delas. O relâmpago é de dar medo.

A natureza reluz um verde que dói na vista.

Dona Maria Calixto, nordestina, de braços fortes, já começou o plantio sem o marido.

O milho, já tá dando nos joelhos.

Os homens já estão, aos poucos, voltando da frente do trabalho.

Seu Elizeu esposo de Dona Maria Calixto, ainda não voltou.

Adultério? Alguns dizem que sim, eu acredito que não.

Povo nordestino, povo sofredor, povo entre secos e molhados.

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Povo nordestino

Autor(a): LUIS PAULO ALVES PEIXOTO

Que é nordestino? 'Do nordeste.'Resposta insensível essa do dicionário, não quiseram eles se arriscarem no assunto nordestino. É algo difícil defini-los.

São seres mitológicos, antológicos, antropófagos

Seres ambíguos, duas faces.

Povo sem cor. Não são brancos nem pretos, caboclos.

Povo calmo, que só quer cuidar das suas cabrinhas e bois, no dia ensolarado que esta lá fora, sol de rachar o crânio chato.

Mas é também, povo bravo, não agüenta provocações. Dia desses ouvi uma mãe aconselhar o filho."Menino se lhe insultarem na escola, pode bater, mas não traga desaforo pra casa."

Guerreiros como os índios, conquistados em 1500. Religiosos como os portugueses, conquistadores dos índios.

Indefiníveis, indevassáveis.

Quando chove é povo rico, feliz que come seu feijão com rapadura. Que à noite se delicia com o frescor do Aracatií.

Quando é tempos de seca tudo se vai, o que resta é dor, sofrimento e morte. Comem cactos na linda casinha de sapé do sertão.

Povo assim, povo assado pelo sol do nordeste.

Simplesmente nordestinos.

POVO ENTRE SECOS E MOLHADOS. Gente.

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EM UM PISCAR DE OLHOS

Autor(a): RADSON PEIXOTO CARVALHO

O período da enchente é marcado por grandes destruições, e também pela velocidade com que tudo acontece. O que causa a enchente é um período chuvoso muito intenso,e isto faz com que os açudes fiquem "sobrecarregados". Na maioria dos casos a força da água é maior,provocando o arronbamento desses açudes, e quando isso acontece a destruição é inevitável. A velocidade como tudo acontece é impressionante, uma fração de segundos é o que demora para você estar entre o tudo e o nada, em simplesmente um piscar de olhos você pode perder tudo, menos a fé de superar esse fenômeno natural.

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HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

Autor(a): RADSON PEIXOTO CARVALHO

1958, Maria Zenir, 64 anos, conta o que consegue lembrar da maior seca presenciada por ela em Jaguaribe. Diz que viveu muitos momentos marcantes nesse período, alguns deles foram: ver a plantação e os animais morrerem por falta de água, as pessoas tendo que ir procurar emprego em outros municípios para sustentar a família e ter que andar vários quilômetros para conseguir um ou dois baldes de água. Em meio a todo esse sofrimento, ela diz que o governo beneficiou o povo com um projeto( que segundo ela, não foi bem aplicado, porque não beneficiava todo mundo).Para participar desse projeto as pessoas tinham que fazer um alistamento,com isso, ficavam na expectativa de serem chamados para trabalhar (no duro, no pesado mesmo), e no final do mês recebia um dinheirinho, na maioria das vezes não dava nem para cobrir o prejuízo, mas pelo menos ajudava. Ela ainda conta que teve que superar muitas dificuldades, na qual a maior delas foi ter que sustentar cinco filhos na escola sem ter condição, sem ter ajuda de ninguém, até porque segundo ela, o que era mais raro de se ver naquele momento, era ver as pessoas menos afetadas ajudando as que estavam em momentos mais delicados. Em meio a todos esses acontecimentos, o que mais lhe causou pena, foi ter que ver os filhos chorando com fome, e os pais não terem o que dar. Na época, o prefeito era Francisco Nogueira Diógenes (mais conhecido como Dr. Nogueira), que para tentar amenizar a situação, ele conseguiu emprego para algumas pessoas. E assim, dia apos dia,a situação ia melhorando, mas a paz durou pouco. "Não tinha dado tempo nem de se recuperar da seca de 58, e no dia 25 de março de 1960, mais precisamente em um dia de sábado, aconteceu o pior, o açude de Orós não agüentou a pressão da água e arrombou" -Diz ela. E continua, "parecia que estava começando tudo de novo, só que desta vez, tudo aconteceu muito rápido, enquanto aquela imensidão de água vinha as pessoas corriam desesperadamente para os locais mais altos, e dali, viam todos os seus pertences indo por água a baixo". Ainda acrescentou que o governo tentou ajudar mandando um cadastro para as pessoas preencherem, mas era insuficiente, quem conseguia ainda recebia alguma coisa. As pessoas menos prejudicadas, dificilmente ajudavam as mais afetadas. "As dificuldades eram cada vez maiores, eu tive que passar pela mesma situação de ter que sustentar 5 filhos nas escolas sem ter condição, e o duro, foi ver a água vindo e levando tudo de novo, as pessoas tendo que correr para não serem levados pela água, foi ver o desespero daquelas pessoas, isso realmente não dar, mais para esquecer"- diz ela. Na época, o prefeito era Francisco Queiroz Diógenes, mais conhecido como Chico Queiroz, que para tentar amenizar a situação ele ajudou na construção das casas da vila São Vicente de Paula, para abrigar mais pessoas que foram vítimas da enchente. Diante desse contraste- seca x enchente, pelos quais passa o povo nordestino- diz: "Na minha opinião, a enchente causa mais destruição, porque ela acaba com tudo, leva tudo, acontece tudo muito rápido, você tá em casa, e num piscar de olhos vem aquela imensidão d’água e leva tudo que você tem, deixando agente apenas com a proteção de DEUS".

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OS JAGUARIBANOS: ENTRE SECOS E MOLHADOS

Autor(a): RADSON PEIXOTO CARVALHO

Criado em 27/05/2005

O que é pior, a falta de água ou o excesso de água?

O povo jaguaribano sofre muito com esses dois acontecimentos naturais, mas saber o que é pior, é que é a parte mais difícil.

Seja seca ou enchente, ninguém sabe o que é pior, até porque quando estamos em um período de seca, o que temos que fazer é rezar para que chova o mais rápido possível, e quando a chuva chega não quer mais parar, aí todo mundo reza para que pare de chover o mais rápido possível.

A água é o único elemento responsável por esses fenômenos naturais, quando ela está em falta é seca, e quando vem em excesso é enchente, mas o que as pessoas queriam mesmo era que essa água chegasse regularmente todos os meses, assim ninguém, principalmente os agricultores, poderiam reclamar de nada, mas com a natureza as coisas não são bem assim, esse desequilíbrio da água faz com que as pessoas fiquem confusas e sem saber o que fazer com tão pouca ou com tanta água.

Seca, enchente, falta de água, excesso de água, o que é pior ninguém sabe, só sabemos que os dois só nos trazem prejuízos, e se tivermos de escolher entre um e outro, o melhor é nem escolher, DEUS sabe o que faz, então o melhor é deixar acontecer, do jeito que tiver de acontecer, porque o que acontecer certamente será o melhor.

E assim o povo jaguaribano vai vivendo entre desastre e destruição, entre fome e morte, entre lágrimas e tristezas, entre o tudo e o nada, entre o dizer e o fazer, entre a sorte e o azar, entre o medo e a coragem, entre o deserto e o mar, entre o calor e o frio, entre secas e enchentes, entre secos e molhados.

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História que o povo conta

Autor(a): RAFAEL MOREIRA NUNES

Meu nome é Maria, tenho 55 anos, nasci em Jaguaribe.

Em 1953, a seca foi muito grande, eu e meus pais passamos fome. Em 1958 e 1970 também houve duas grandes secas. As coisas eram difíceis, as chuvas eram poucas. Meu marido trabalhava, mas o dinheiro não dava nem para nos alimentar.

Em 1960, o Orós arronbou, deixando muita gente desabrigada. O exército foi chamado para ajudar essas pessoas. Elas foram abrigadas em propiedades rurais.

O governo ajudou o pessoal construindo pontes, açudes e distribuindo bolsas alimentares, mas isso pouco aliviava o sofrimento das pessoas.

Nesses momentos, tanto na seca como na enchente, tive que suportar dor e fome. É difícil definir o que é pior, mas acho que o que causa mais destruição é a enchente, porque ela não tem como evitar, já a seca é mais facil sobreviver a ela , pois já estamos acostumados, não é novidade.

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HISTÓRIA QUE O POVO CONTA ( CORDEL )

Autor(a): THAYANNE KELLY DE OLIVEIRA

Cordel

SEBASTIÃO É UM SENHOR

QUE VIVEU DA POBREZA

PRESENCIOU MUITAS SECAS

QUE DESTRUIU TODA ÁREA CAMPONESA.

NO ANO DE SETENTA E SETE

A SECA ENTROU EM AÇÃO

QUANDO A SECA CASTIGOU

DESTRUINDO A POPULAÇÃO.

NA SECA O POVÃO VIVIA

IGUAL PINTO NO OVO

SEM TER NADA PRA COMER

DO MAIS IDOSO AO MAIS NOVO.

EM JAGUARIBE A COMUNIDADE

JÁ NÃO TINHA MAIS SUSTENTO

VIVIA PASSANDO FOME

PORQUE NÃO TINHA ALIMENTO.

HOUVE DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTO

PRATODA GENTE SOFRIDA

POIS SALVOU MUITAS CRIANÇAS

LHES DANDO LEITE E COMIDA.

A COMUNIDADE SE PREOCUPOU

COM A OPÇÃO SOCIAL

DAR MAIS A QUEM TINHA MENOS

SEMPRE FOI O SEU IDEAL.

DISTRIBUIÇÃO DE CESTAS BÁSICAS

PRA TODA A POPULAÇÃO

SALVANDO DA MORTE CERTA

FOI A MAIOR OPÇÃO.

POR OUTRO LADO O PREFEITO

FAZIA TAMBÉM SUA PARTE

E EM DEFESA DO POBRE

ERGUEU O SEU ESTANDARTE.

Thayanna...

... Fonte: http://www.educarede.org.br/

.......EDUCAREDE - A porta aberta para a educação


 

...........................Sede do Município de Jaguaribe

.Hora certa Igreja Matriz

- N. S. das Candeias - Padroeira de Jaguaribe desde 1872.No dia 18 de novembro de 1872, a Nossa Senhora das Candeias foi nomeada padroeira da cidade. ...

Palácio da Intendência..

Palácio da Intendência- (Prefeitura) - Na Sede de Jaguaribe, cuja a ocupação remota ao início do século XVIII, quando atingiu a categoria de Vila, e mais recente no ano de 1918 à categoria de cidade, restou como testemunho histórico, o Prédio da Intendência (Câmara e Cadeia), construído entre 1855 e 1856. O Prédio da Prefeitura Municipal de Jaguaribe foi construído pelo Sr João Leitão Bezerra, e ficou sendo chamado de Palácio da Intendência. Os Prefeitos nomeados naquela época eram denominados Intendentes.
A partir do inicio do século XX, deu-se um novo estágio de desenvolvimento, refletindo na arquitetura dos prédios institucionais como a escola de 1º Grau Raul Barbosa de 1928, serviços, religiosos e residenciais, que em sua maioria estão localizados no entorno do Prédio da Intendência e da Matriz, Rua Savino Barreira e Av. 8 de Novembro.

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